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Solução do barulho Peça de acabamento e decoração, os forros têm ainda outra função: podem controlar a propagação sonora e melhorar a inteligibilidade em grandes espaços. Para escolher o tipo certo, é preciso considerar interferências com instalações, luminárias e estrutura.
Em uma sala de espetáculos o silêncio é fundamental, mas em um escritório panorâmico a absorção exagerada do som pode levar a uma perda de privacidade. “Proteção acústica não é sinônimo de silêncio”, explica José Augusto Nepomuceno, do escritório especializado Acústica & Sônica. Depois de estabelecido o objetivo acústico do espaço, o profissional tem à disposição índices que auxiliam na especificação do forro mais eficiente para determinado espaço. São valores que medem o nível de absorção dos materiais, capacidade de isolamento acústico dos forros e privacidade acústica. Trabalhar com esses índices permite um maior controle da interface forro–ambiente e determina soluções específicas para cada espaço. Forros acústicos em escritórios panorâmicos garantem conforto e produtividade aos usuários. Esse tipo de espaço, em geral, favorece a propagação horizontal de ruídos devido aos sucessivos reforços provindos de reflexões no piso e teto. A privacidade acústica das estações de trabalho depende de fatores como a altura dos painéis separadores, da paginação do mobiliário, da proximidade de paredes não-tratadas e, principalmente, da presença de forros acústicos no espaço, que chegam a absorver cerca de 15% do ruído interior, resultado da soma do ruído interno e externo. Mesmo em espaços com divisórias piso-teto a privacidade acústica pode ser prejudicada devido à especificação de forros pouco acústicos e à passagem das ondas sonoras entre o forro e a laje. “A ausência de septos isolantes acústicos nos escritórios no Brasil é a maior causa provável da passagem de ruído entre salas com divisórias altas”, afirma o engenheiro Fernando Henrique Aidar, consultor em acústica.
Para todos os sons Nas salas de espetáculo os forros têm o papel de ajustar as reflexões no teto. Nos teatros essas reflexões permitem que o som emitido pelos atores cheguem aos lugares mais afastados. Em auditórios pode ser necessário desenhar o perfil geométrico de um forro específico que melhore a qualidade do clima acústico do fundo da sala, mas isso depende da dimensão do auditório, altura do palco, pé-direito e distância entre a última poltrona e o palco. Já em salas de concerto e de ópera são as reflexões acústicas laterais que ocupam o papel de conferir tratamento acústico ao espaço. Nesse caso, eles devem ser pesados para maximizar as reflexões em baixas freqüências, sendo que em salas de concerto genuínas os forros chegam a pesar mais de 50 kg/m². Também existe a possibilidade dos forros movimentarem-se para adequações acústicas específicas a cada evento. Nos forros desses espaços são alojados sistema de iluminação arquitetônica, luz cênica, sprinklers e dutos de ar-condicionado. Locais públicos como estações de metrô, terminais de aeroportos, rodoviárias, centros de exposição e ginásios de esportes requerem inteligibilidade de sistemas de mensagem e avisos. Para tanto, é preciso que o som apresente baixo tempo de reverberação. Como a superfície de colocação de forro deve ser a maior possível devido à ausência de outros dispositivos absorvedores, como carpetes, são indicados forros em chapas metálicas perfuradas com lã de vidro na parte superior ou forros em lâminas verticais metálicas e perfuradas com a alma em lã mineral. Esse último é conhecido como baffle e tem como vantagem permitir fácil acesso às instalações suspensas. Ao especificar um forro acústico, além da capacidade de absorção acústica, é igualmente importante analisar a resistência mecânica, escolher materiais de fácil limpeza e que não percam a propriedade acústica depois de uma repintura e instalar modelos que permitam reposição e combinações. As placas devem ser facilmente retiradas e permitir intercâmbio com as caixas de luminárias e futuras expansões no espaço. De acordo com Aidar, as características estruturais da edificação e interações com divisórias devem ser consideradas na fase do projeto arquitetônico. É importante que a modulação do forro permita a instalação da divisória na direção dos perfis de sustentação. Além disso, a compatibilização com o sistema de ar-condicionado e outras instalações complementares deve ser prevista, assim como o emprego de proteção acústica nos dutos de insuflamento, quando necessário.
Tipos
de forro
Instalação Antes da instalação, o material acústico
deve ser mantido em uma área limpa, seca, fechada e protegida
de intempéries. A instalação deverá ser feita após a colocação
dos caixilhos e vidros e em áreas livres de umidade excessiva,
emanações de produtos químicos, temperaturas abaixo do ponto
de congelamento e vibrações.
Qualidade de absorção sonora de acordo com o NRC. Os forros são considerados acústicos a partir do índice de redução sonora de 0,50. Forro acústico de excelente absorção acústica – 0,75 a 1,00
NRC Fonte:
Téchne
Construção © Copyright 2008 - Construtora Mestra
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