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Projeto inclusivo Facilmente identificável na precariedade das vias públicas, a questão da acessibilidade demanda detalhamento absoluto de projetos e execução. Incremento de, no máximo, 1% no valor final da obra. Exigência por atenção absoluta a detalhes, mas sem relevantes alterações técnicas no projeto ou execução. Essas são todas as mudanças essenciais para conceber uma edificação universalmente acessível. É indispensável conhecer as necessidades dos usuários, mas o conhecimento para a execução toma como base muito mais o bom senso do que a pesquisa acadêmica ou a experiência prática. "Há soluções que fogem da regra e podem ser articuladas", comenta Silvana Cambiaghi, arquiteta deficiente e especializada no tema. "Não entendo o porquê da resistência se não há dificuldades técnicas ou de orçamento", complementa Eurico Pizão Neto, arquiteto da Seped (Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura do Municipio de São Paulo), em relação à pouca penetração da questão no setor da construção civil. Ainda assim, a NBR 9050 (Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos), ignorada por muitos construtores e arquitetos, traz números e dados, que referenciam os projetistas nos mais diversos aspectos da acessibilidade. "Há dimensões bem estudadas e elaboramos uma cartilha explicando as medidas de maneira a ser facilmente assimilada", contam as arquitetas Cristiane Rose Duarte e Regina Cohen, do Núcleo Pró-Acesso, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Reportagem de Bruno Loturco © Copyright 2010 - Construtora Mestra
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