Política da Qualidade
Gerenciar e executar obras com qualidade e eficácia, buscando a satisfação dos clientes e a melhoria contínua dos processos de gestão.
Construtora Mestra Ltda.
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A CBIC (Câmara Brasileira
da Indústria da Construção) e a Abecip (Associação Brasileira
das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) levaram ao
governo federal uma proposta conjunta para modificar algumas
disposições em vigor no âmbito do SFH (Sistema Financeiro
da Habitação). Segundo relatou no Sinduscon-SP o coordenador-adjunto
da Área de Produção Imobiliária da CBIC, José Carlos Martins,
as entidades propuseram suspender, para o primeiro trimestre
deste ano, a condição imposta aos agentes financeiros, no
caso de não aplicarem todos os recursos da poupança exigíveis
em financiamentos imobiliários. Atualmente, essa condição
consiste na remuneração dos recursos não aplicados ao setor
imobiliário à taxa de 80% da TR.
A proposta, válida apenas
para este primeiro trimestre, é de que a remuneração dos recursos
volte a ser a mesma da caderneta de poupança (TR + 6,17% a.a.).
Também foi proposto que, no primeiro trimestre de 2005, a
exigibilidade seja fixada com base no valor contratado no
mesmo período de 2004, com acréscimo de 30%. Portanto, para
esse trimestre, as instituições de crédito imobiliário se
comprometeram a contratar no mínimo R$ 710 milhões. Novas
condições de juros e prazos - Os juros cobrados nos financiamentos
para construção ou aquisição de imóveis novos passariam a
ser de 9% para unidades com valor de venda de até R$ 60 mil;
10% para valor de venda de R$ 60 mil a R$ 100 mil; 11% para
a faixa de R$ 100 mil a R$ 150 mil; e 12% para a faixa acima
de R$ 150 mil.
Para efeito do cômputo da
exigibilidade, o multiplicador para os recursos da primeira
faixa seria 2; o multiplicador das duas faixas seguintes seria
1,5; e aquele para a faixa mais alta seria 1. Os financiamentos
passariam a ser de até 80% do valor do imóvel e os prazos
de até 20 anos. O comprometimento da renda seria de até 25%
(não incluídos no cálculo valores de seguro e taxa de gestão).
O sistema seria o SAC (Sistema de Amortização de Crédito),
com prestações decrescentes. E a taxa máxima de gestão para
todas as operações seria de R$ 27 por mês. Os limites de financiamento
no SFH iriam para R$ 450 mil de valor de avaliação e de R$
315 mil para valor de financiamento (70%), mesmo que mantidos
os atuais limites de utilização de recursos do FGTS nas operações.
O valor real do que foi
aplicado pelas instituições de crédito seria comprovado pelos
agentes financeiros no último mês do trimestre, através de
documentação, ficando obrigados a recolher ao BC a parcela
não aplicada em relação à exigibilidade (R$ 710 milhões neste
período). Na avaliação do desempenho dessa proposta para o
primeiro trimestre, os agentes devem apresentar projeto de
divulgação, para os empresários do setor e o público, das
novas regras de financiamento e dos novos produtos disponibilizados
para o mercado. Seria reativada a sistemática do DIH (Depósito
Interfinanceiro Habitacional), para permitir o equacionamento
de problemas de exigibilidade devidos à demora na avaliação
dos financiamentos requeridos. Novos programas - Os agentes
financeiros poderiam direcionar até 10% dos valores destinados
a cumprir a exigibilidade (52% do total dos depósitos das
cadernetas de poupança) para empréstimos às empresas incorporadoras
e construtoras em novos programas e operações como Recon e
Proemp, imóveis comerciais de valor máximo de 50% dos limites
do SFH, financiamento de capital de giro com garantia de recebíveis
imobiliários e lotes urbanizados.
Nos contratos de financiamento
à produção, o prazo de carência para repasse seria negociado
entre as partes; os custos de produção seriam financiados
em até 100%; a taxa de juros seguiria os novos percentuais
e limites, caso o agente financeiro pretenda computar a operação
no cumprimento da exigibilidade com acréscimo do multiplicador
(caso contrário, permaneceriam as condições estabelecidas
na Lei 8692 e na Resolução 3005 do Banco Central); e haveria
possibilidade de desligamento das unidades durante a construção.
Por último, também foi proposto que se façam produtos com
um mix de recursos do FGTS e do SBPE, para ampliar a viabilidade
de financiamento às famílias de renda mais baixa.